SEJAM BEM VINDOS
Obá Odé Kitalamyn
Como dirigente máximo do Axé do Xangô de Ouro, hoje comando esta Família ! Este Blog vai mostrar a História do Axé, ilustrações, imagens, vídeos, membros, enquetes, fóruns, entre outras coisas. Faça parte deste universo. Seja bem vindo!
sábado, 24 de abril de 2010
culto a baba egum
O culto ao Babá-Egun, cuja tradução poderia ser "pais desencarnados" ou "ancestrais", no Brasil, vem acontecendo desde a chegada dos escravos neste país e principalmente após a abolição da escravatura. É um rito mágico, belíssimo e permeado de grande fundamento.
O vídeo dá uma mostra desse culto praticado na África, com mais ênfase no Benin e na Nigéria, lugares onde o culto ao Orixá cresce a cada dia. Realmente espetacular...
terça-feira, 20 de abril de 2010
Exú - Princípio da Vida.wmv
Na grande maioria das vezes, Exú é sempre mal interpretado. Quando não é confundido com capeta e/ou coisa do mal, é visto como o ser da noite, das encruzilhadas. simplesmente. Exú é muito, mas muito mais que isso. Pouca gente, até mesmo da Religião, não consegue ver que Exú é a presença mais marcante em nossas vidas e neste elo entre o material e o imaterial. Age no nosso corpo, em nossas emoções, em nossas atitudes e até na construção de nossa prole.
Exú é considerado o princípio da vida, a primeira chama, a célula mater de cada ser vivo, seja animal, seja vegetal e mineral. Incrível, mas é assim mesmo! No meu livro, "OS ORIXÁS E O SEGREDO DA VIDA", já faço uma expolanação sobre Regência Subjetiva de todos os Orixás, inclusive e principalmente dele, mas é sempre bom divulgar as características deste imprescindível Orixá, bem como as outras e importantes influências de Exú em nossas vidas.
Esse rápido video, disponibilizado também no Youtube com o nome: Exú - Princípio da Vida, mostra e define tudo que quero explicar. Espero que gostem. Laroy ê!
quinta-feira, 8 de abril de 2010

IFÁ é um oráculo que, segundo consta, nasceu no Antigo Egito e migrou para a África Ocidental, especialmente para as regiões onde hoje estão localizados a Nigéria e Benin. Nestas terras encontrou condições de desenvolver-se e estabelecer-se até nossos dias, tendo chegado a Cuba e ao Brasil no século passado com os escravos Nagôs. Infelizmente, os últimos sacerdotes de IFÁ tradicionais do Brasil morreram há algumas décadas, o que não ocorreu em Cuba, por particularidades históricas. Atualmente, apesar da Revolução Socialista Cubana, existem cerca de quatro mil Babalawos consagrados, mantendo viva e aprofundando a tradição de IFÁ.
Este oráculo é composto por 256 signos ou odun de IFÁ, cujo corpo literário contém, pelo menos, 101 histórias relacionadas a cada um deles. Neste contexto, é possível entender o passado, o presente, o futuro, a origem mística de todas as coisas, a psicologia humana, as formas de pensar e atuar da Humanidade, as doenças espirituais, a cura pelos ritos e a farmacologia vegetal.A Sociedade de IFÁ e Cultura Afro-Cubana no Brasil convida todas as pessoas interessadas a conhecer e compartilhar do trabalho que está sendo realizado. Este intercâmbio é fundamental para estreitar as relações entre IFÁ e o CANDOMBLÉ, já que estas sempre foram boas e serão melhores a cada dia, visto que, não se trata de religiões diferentes ou divergentes. Pelo contrário, têm a mesma origem e cultuam os mesmos Orixás. Na verdade, o que as diferencia é o modo de comunicação com os Orixás, a forma de transmissão do conhecimento e os rituais de iniciação.
IBORU, IBOYA, IBOSHESHE
O "Saber Ancestral" do Babalawô Rafael Zamora

O Babalawo e jornalista cubano Rafael Zamora Díaz, Awó de Orumilá Ogunda Keté, reside no Rio de janeiro há 16 anos e é presidente-fundador da Sociedade de Ifá e Cultura Afro-Cubana no Brasil.
O trabalho desenvolvido por ele está fundamentado em um oráculo, de origem Nagô, que abrange toda a cultura Yorubá e dos Orixás e ele o realiza em diversos países, como a Nigéria, Venezuela, México, Cuba, Panamá, Estados Unidos, Porto Rico, Belize, Peru e Colômbia.
Tive o prazer e a satisfação de conhecê-lo logo que chegou ao Brasil e maior satisfação ainda quando ele deu sua bênção e consagração ao meu filho caçula e filho de Santo, Maxmiliano Barcellos (Kajalabi de Oxoguiãn), na oportunidade onde foi confirmado para Ogã - Alabê do Palácio Azul de Ibualama, Ilê Axé Kitalamyn, minha Casa de Santo. Naquele época, meu filho já estava sendo confirmado como Ogã aos sete anos de idade e hoje, com 28 anos a se completar em 26 de maio, se transformou num grande defensor da Cultura Afro-Brasileira, assim como Rafael Zamora, o qual considero como um expoente dentro da Religião. O Babalawô Rafael Zamora, pessoa simples e de profundíssimo conhecimento do Candomblé (Santeria, como se diz em Cuba), apesar de seus inúmeros compromissos e obrigações, sempre tem um tempo para atender amigos e consulentes. E se você não conhece o jogo de Opelé-Ifá, deveria fazer uma consulta.
Daqui por diante, esperamos contar com a colaboração desse competente sacerdote, de forma a enriquecer cada vez mais este Blog, com informações e esclarecimentos sobre a Cultura Afro-Brasileira, da qual ele domina com maestria! Para quem não sabe, Rafael Zamora é filho de Xangô e, como tal, carrega as qualidades e atributos de seu Orixá, mostrando sempre austeridade, competência, liderança e sabedoria. É um privilégio, sem dúvida ser ser amigo!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Orixás e Seus Metais
EXÚ - Ferro e Bronze

OGUN - Ferro
OXOSSI - LATÃO
OSSÃE - Ferro, Prata, Bronze, Estanho e Latão
OXUMARÊ - Ouro e Prata
OBALUAÊ (OMOLÚ) - Zinco e Estanho
XANGÔ - Bronze
IANSÃ - Cobre e Prata
LOGUN-EDÉ - Ouro e Latão
OXUM - Ouro
YEMANJÁ - Prata
OBÁ - Cobre, Platina e Prata
NANÃ - Estanho
OXALÁ - Prata e Aço.
A Dinastia dos Reis de Oyó

ODUDUWÁ - O primor da Cultura Yorubana - 2000 a 1800 a.C.
OKANBI - Primeiro Alafin (soberano) de Oyó - 1700 a 1600 a.C.
ORANIAN - Segundo Alafin de Oyó - 1600 a 1500 a.C.
AJAKÁ - Terceiro Alafin de Oyó - 1500 a 1450 a.C.
XANGÔ - Quarto Alafin de Oyó - 1450 a 1403 a.C.
AJAKÁ (mais uma vez o nome) Quinto Alafin - 1403 a 1370 a.C.
AGANJÚ - Quinto Alafin de Oyó - 1370 a 1290 a.C.
Reza Angola

"Oh, umbú yiú bê de mêa...
Oh, luangangí kaiangô...
Umbú yiú a gangí kaiangô.
Ade usutú, ade usutú, eh, mametu, Kaiangô!"
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Se A Natureza Morre...Orixá Morre!

Coisas assim vão, aos poucos, minando nossa casa, a Terra, sem a menor cerimônia. Por parte das pessoas, a mesma coisa acontece. Oh, gente sem educação! Ninguém se toca em selecionar o lixo. Mais fácil é encher os sacos plásticos e jogar nos córregos, rios, lagoas, manguezais, entre outros lugares. Depois choram quando vem as enchentes, que carregam suas casas e pertences. Já houve tempo que tinha pena dessa gente. Hoje vejo que muitos até chegam a merecer tal destino, pois ajudam a depredar a natureza sem o menor escrúpulo!
Não existe uma campanha forte para orientação...Nada se faz efetivamente para mostrar os males da poluição. Não bastasse a poluição visual, sonora, etc. Aliás, no Brasil, tudo anda meio poluido mesmo: Política suja, sem penas pesadas; violência desenfreada, com um Código Penal ultrapassado e cheio de lacunas; impostos absurdos (os maiores do mundo no Brasil), onde mostra que remédios tem mais impostos que bichinhos de pelúcia. Isso tudo é uma poluição geral.
No mundo afora, tantas coisas horrendas e hediondas. Homens bomba, guerras para "afanar" petróleo, países que querem apárecer desafiando o mundo com ameaças, religiões deformadas que intentam apenas manter seu alto nível e padrão de riqueza...tantos erros! O homem já não olha a natureza...não se preocupa com seu próprio bem estar nem de seus descendentes.
Tá tudo largado! Pobre homem, que luta com vontade, apenas para "salvar o seu" e que o resto se exploda! É gente...o mundo está assim. O povo quer que tudo se dane. Governos? Esses são os piores, pois vem deles os piores exemplos. Não há nenhum tipo de consciência. Não mais a verdadeira religiosidade. Não se olha, não se presta mais atenção nas maravilhas criadas por Deus e dada a nós, de mãozinha beijada. O homem não tem mais educação.
Somos modernos neandertals...nada mais. Um amontoado de mais de seis bilhões de animais tidos como racionais, mas que agem de forma absolutamente irracional. Este é o nosso mundo.
E existe a questão que: Se a Natureza morre...o Orixá também m

Porra, gente... Preserve o meio ambiente.
Afinal, caramba...é a nossa Casa! Esse é o mundo onde precisamos, a todo custo, cultuar a Natureza, nossa Mãe Terra! Se liga!!!
Explicando Definitivamente o Candomblé / Animismo
MITOLOGIA; LITURGIA; LÓGICA PLENA.
MITOLOGIA – O Animismo não criou livros, manuais. Trata-se de “TRADIÇÃO ORAL”. E os antigos africanos, para melhor se fazer entender aos mais jovens, personificou cada força da natureza, cada Orixá. E assim, as passagens de cada um deles, por milênios, foi sendo passada de pai para filho, e assim por diante.
LITURGIA – Os cânticos, os toques e oferendas se baseiam em cada uma das forças elementares da Natureza. Os rituais homenageiam o vento, as águas doces, o mar, a floresta, as pedras, as montanhas, os rios, a chuva, os raios, os trovões, enfim, todo movimento natural. A cada um deles, um procedimento litúrgico e milenar.
LÓGICA PLENA – O Animismo, embora poucos se atenham a este detalhe, se baseia na lógica, que difere completamente do mito. O Animista ensina que fazemos parte da Natureza e, por assim dizer, os Orixás atuam nos mínimos movimentos, sejam externos, no ato de misturar-se condimentos ou no ato de se acender uma fogueira, como no interno, ou seja, no funcionamento de nosso organismo, que sustenta a vida.
A Liturgia sustenta a Mitologia. A Lógica Plena é a função essencial do Animismo/Candomblé. É assim que funciona. Um grande segredo que na verdade está em todo lugar, para todos verem. Basta querer entender.
OS ODÚS E A CRIAÇÃO DO MUNDO
Odu quer dizer destino, signo, karma...
Olorun, o Deus Todo Poderoso, criou para este Planeta 16 odus principais, ou seja, 16 destinos possíveis. Cada um dos principais desdobra-se em 16, chamados de Omo-Odu, perfazendo um total de 256 odus. Cada um dos odus principais vai delinear uma situação, um objetivo, virtude e defeito. A Lógica desses 16 odus diz que cada um deles foi criado para dar corpo aos adjetivos bom, mau, feio, bonito, forte, fraco, triste, alegre e assim por diante, influenciando diretamente no comportamento de tudo aquilo que tem vida. Cada um deles carrega consigo um ponto de explicação determinado, assim definido:
Okanran – A Insubordinação
Eji-Okô – A Dúvida
Etá-Ogundá – A Obstinação
Irosun – A Calma
Oxé – O Brilho
Obará – A Riqueza
Odi – A Violência
Eji-Olíne – A Intranqüilidade
Ossá – A Alienação
Ofun – A Doença
Owanrin – A Pressa
Eji-Laxeborá – A Justiça
Eji-Ologbon – A Meditação
Iká-Ori - A Sabedoria
Ogbé-Ogundá – O Discernimento
Alafiá – A Paz
Os estudos sobre a Mitologia inca dizem que o 4 é o número de fixação, o número energético, o número magnético do planeta Terra. Este número multiplicado por ele mesmo, resulta 16, coincidentemente a mesma quantidade de odus principais, coincidência igual à questão da criação do mundo, segundo os nagôs. Para eles o mundo teria sido criado em 4 dias. Quatro também é a semana ioruba, ou seja, nagô, Olorun, então, teria criado quatro odus por dia, danto um total de 16, em quatro dias:
1º dia: Okanran, Eji-Okô, Etá-Ogundá e Irosun.
2º dia: Oxé, Obará, Odi, Eji-Okíle.
3º dia: Ossá, Ofun, Owanrin e Eji-Laxeborá.
4º dia: Eji-Ologbon, Iká-ori, Ogbé-Ogundá e Alafiá.
Desta iniciativa de Olorun, de criar 16 destinos possíveis, conclui-se que seu objetivo foi proporcionar personalidade a tudo a que ele mesmo deu vida, dar capacidade de comportamento a estes seres, uma vez que sabemos que tudo aquilo que tem vida, seja animal ou vegetal, tem a regência de um Odu, melhor, tem o seu destino delineado previamente.
Falamos de animais e vegetais mais confortavelmente. Deixemos por ora os minerais em compasso de espera, uma vez que os estudos sobre estes ainda não estão concluídos.
Olorun, através de suas divindades trabalhadores, de seus Arcanjos, fez o mundo. Criou a Terra, a Água, o Ar e o Fogo, os 4 elementos da Natureza (novamente confrontamo-nos como o número 4). E os elementos provenientes destes quatro elementais formaram as demais coisas vivas deste planeta.
Atribui-se a cada elemento principal quatro odus, ou seja, quatro destinos a eles ligados, que estariam assim distribuídos:
Terra – Irosun, Obará, Eji-Laxeborá e Iká-Ori.
Água – Eji-Okô, Oxé, Ossá e Eji-Ologbon
Ar – Eji-Oníle, Ofun, Ogbé-Ogundá e Alafiá.
Fogo – Okanran, Etá-Ogundá, Odi e Owanrin.
Voltamos à criação do mundo e dos odus na semana ioruba. No primeiro dia, foram criados os seguintes ogus: de Fogo (Okanran); Água (Eji-Okô); novamente o Fogo (Etá-Ogundá) e Terra (Irosun). No segundo dia Olorun criou mais quatro odus> Água (Oxé); Terra (Obará); Fogo (Odir) e Ar (Eji-Oníle). No terceiro dia foram criados os odus: Água (Ossá); Ar (Ofun); Fogo (Owanrin) e Terra (Eji-Laxeborá). No último dia, Olorun ratou da criação dos odus: Água (Eji-Ologbon); Terra (Iká-Ori); Ar (Ogbé-Ogundá) e novamente Ar (Alafiá).
A Lógica diz que cada um dos quatro odus criados por dia, corresponderia a cada um dos elementais, isto, de fato, aconteceu no segundo e terceiro dias como pode ser visto, mas houve mudanças, tanto no primeiro dia de criação, quando foram criados dois elementos Fogo, como no último dia, onde o elemento Ar aparece também duas vezes.
Por coincidência, isto veio a determinar os dois pólos de Panteão dos Orixás, onde aparecem: (a) Exu, como primeiro pólo, princípio ativo da vida, primeira chama do Universo, cujo elemento é o Fogo; e (b) Oxalá, que é o elemento último da corte dos orixás, princípio ativo da morte, o último suspiro de vida, cujo elemento é o Ar.
A Lógica da criação do mundo, segundo os sábios africanos tem, assim, bastante clareza, pois Olorun criou os odus, quatro por dia, em quatro dias, perfazendo 16 odus. Se levarmos com conta o provérbio “onde há fogo, há vida”, veremos que foi necessário a criação de dois odus ligados ao elemento Fogo, logo no primeiro dia, para que a vida tivesse força, melhor dizendo, para que o Fogo fosse o elemento de grande força de impulsão da vida. Olorun, então, deu equilíbrio de forças nos dois dias subseqüentes, criando odus ligados aos quatro elementais da natureza e, por fim, terminou no quarto dia criando os quatro odus, dois deles, entretanto, ligados ao elemento Ar, o que determinaria a força que se esvai. Explicando melhor: Ar, último suspiro de vida. Dois elementos Ar, no último dia. É o oposto da criação do primeiro dia. Se o Fogo confirma a vida, o Ar vai confirmar a morte, o fim da vida. Por este motivo é que Exu, o primeiro Orixá a ser criado, é o elemento Fogo, ligado à fecundação, ao princípio da vida, e que Oxalá, o último Orixá a ser citado, é o elemento Ar, ligado ao brando que é o luto, morte, o princípio do fim daquilo que vive.
O estudo de Odús no Brasil é restrito a alguns poucos Babalorixás e Yalorixás (Zeladores de Orixás), assim como a Oluwôs (chamados de videntes, ancião, manipuladores dos Búzios e Opelé-Ifá – que é outro tipo de oráculo). Mas com certeza, nascemos e vivemos sob a Numerologia dos Odús, sob sua influência...isso é certo!
Texto extraído do livro:
“OS ORIXÁS E O SEGREDO DA VIDA”
De
Pallas Editora - RJ